Tenho às vezes receio que meus posts sejam excessivamente longos. Não há mais paciência para textos longos. Azar. Escreverei do jeito que eu gosto e sei. Observo que cada dia tudo é feito com mais pressa, correndo, com aflição. Os prazeres são procurados com fome, esquecendo que quem está faminto não distingue sabores, não aproveita devidamente um banquete. Os verdadeiros prazeres – todos eles - têm que ser saboreados com calma, devagar, degustando, apreciando o pormenor, observando as pequenas diferenças. Até a palavra “curtir”, usada às vezes quase como sinônimo de “gostar”, implica um processo lento, paciente. Quem não gostar de textos maiores pode deixar de ler os meus, e como os beija flores e borboletas, ficar voejando veloz, de flor para flor. Eu continuarei a escrever devagar procurando dar a meus poucos leitores o prazer de, devagar também, entender as idéias que vou lançando e apreciar a forma de expô-las, que tento sinceramente fazer que seja agradável.
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Um novo prazer
Descobri um novo prazer, vão e passageiro como todos. Tenho dormido tarde, ao início da madrugada. Algumas horas depois, em torno de 8 horas, acordo, tomo o café da manhã, saboreio trechos selecionados do jornal e … volto para cama. Durmo então, com alegria, um novo tipo de sesta. Um sono descansado, solto, sem compromisso nem rótulo.
A vida só tem sentido porque existe a morte. Os melhores prazeres da vida têm em sua essência elementos de morte. Há até quem chame o orgasmo profundo de pequena morte.
Pequena morte, sem dor, nem angústia, gostosa e leve, é o adormecer. Especialmente na hora da sesta do café da manhã. Prazer simples.
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